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Nova descoberta da Voyager 1

A sonda Voyager 1, lançada em Setembro de 1977, detectou um “som” de plasma no espaço interestrelar.

Fonte: Phys.org (Traduzido para o Português)

A Voyager 1, uma das duas naves irmãs da NASA, lançada a 44 anos atrás é o objeto artificial mais distante no espaço, continua funcionando e navegando até o infinito.

Há muito tempo, a sonda passou da fronteira do Sistema Solar através da Heliopausa, a fronteira do Sistema Solar com o espaço interestrelar. Agora, seus instrumentos detectaram o zumbido constante do gás interestrelar (ondas de plasma), de acordo com a pesquisa da Cornell University publicada na Nature Astronomy.

heliopausa
A Heliopausa (Heliopause) é onde a pressão do vento solar é igual à pressão da radiação interestrelar. Fica a 123 unidades astronômicas (AU) do Sol. 1 AU = 150 milhões de km. Fonte: Wikimedia Commons.

Examinando os dados enviados lentamente a mais de 14 bilhões de milhas, Stella Koch Ocker, estudante de doutorado da Universidade Cornell, descobriu a emissão. Ocker disse, “É muito fraco e monótono, porque é em uma banda de frequência estreita. Estamos detectando o zumbido fraco e persistente do gás interestrelar”.  

Segundo Ocker, este trabalho permite aos cientistas entenderem como o meio interestrelar interage com o vento solar. E como a bolha protetora da helioesfera é moldada e modificada pelo ambiente interestrelar.

A voyager 1 passou por Júpiter em 1979 e em Saturno, no final de 1980. Viajando a uma velocidade de 61155,07 km/h, a Voyager 1 cruzou a heliopausa em Agosto de 2012.

Após entrar no espaço interestrelar, o sistema de Onda de Plasma da sonda detectou perturbações no gás. Porém, entre estas erupções causadas pela rotação do Sol, pesquisadores descobriram uma assinatura constante produzida pelo tênue quase vácuo do espaço.

O pesquisador da Cornell, Shami Chatterjee, explicou como o rastreamento contínuo da densidade do material interestrelar é importante: “Nós nunca tivemos uma change de avaliar. Agora nós sabemos que não precisamos de um evento fortuito relacionado ao Sol para medir o plasma interestrelar”. “Indenpendente do que o Sol está fazendo, a Voyager está enviando detalhes”.

A Voyager 1 deixou a Terra carregando um disco dourado criado pelo comitê presidido pelo falecido professor da Cornell Carl Sagan, assim como tecnologia da década de 1970. Para enviar um sinal para a Terra, usa 22 watts, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. A sonda tem quase 70 kilobytes de memória e no início da missão, uma taxa de transmissão de 21 kilobits por segundo.

disco dourado da Voyager 1
O disco dourado da Voyager 1. Fonte: The register.

Devido à distância de 14 bilhões de milhas, a taxa de comunicação caiu para 160 bits por segundo.

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