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Corais na costa da Groelândia

Um jardim de corais macios e esponjas, foi descoberto na costa oeste da Groelândia.

Fonte: Science Alert (Traduzido para o Português)

Nas águas frias e escuras no fundo do mar, a oeste da Groelândia, um quieto ecossistema prospera. Pela primeira vez, um jardim de corais macios e esponjas foi encontrado nestas águas, se espalhando por uma área um pouco maior que a cidade de San Jose.

No post sobre a formação de recifes de corais, foi dito que são encontrados em latitudes baixas, águas quentes e até 50 metros de profundidade. Pela primeira vez, foram encontrados corais fora destes requisitos. 

Post sobre recife de coraisClique aqui

Explorar o fundo do mar é desafiador. Quanto mais fundo, menos luz solar penetra na água, enquanto a pressão oceânica aumenta. A centenas de metros abaixo, é frio, escuro e a pressão é esmagadora, pelo menos para os humanos.

Isto significa que a exploração no fundo do mar, requer equipamentos de alta tecnologia projetados para aguentar a pressão. Mas a nova pesquisa mostra que tal exploração pode ser conduzida sem custos elevados.

O equipamento que eles chamam de trenó de vídeo bentônico, consiste em uma câmera GoPro, luzes e ponteiras laser (para estabelecer a uma certa distância, atuando como guia de escala) em casos de alta pressão, acoplados em uma estrutura de aço suspensa pelo navio de pesquisa. Este trenó de baixo custo pode alcançar até 1500 metros de profundidade.

Trenó que descobriu os corais

Enquanto usava este trenó de vídeo, que a equipe descobriu um vasto jardim de corais com 486 quilômetros quadrados na zona Mesopelágica, entre 314 e 585 metros. 

Nesta profundidade, pouca luz penetra. No topo da zona, por volta de 200 metros, apenas 1% da luz visível na superfície do oceano permanece e abaixo é mais escuro. A 500 metros de profundidade, a pressão é mais de 50 vezes maior que a atmosférica no nível do mar.

As algas simbióticas fotosintéticas que dão cores brilhantes aos corais de água rasa não podem sobreviver. Mas os próprios corais, que são pálidos, podem prosperar com os nutrientes da água.

E é isso que a equipe encontrou: Um vasto jardim de corais povoado por corais de couves-flores, estrelas, esponjas, anêmonas, estrelas quebradiças, hidrozoários, briozoários e é claro, peixes.

Corais

Não falta diversidade, das 1239 imagens do GoPro, a equipe anotou 44.035 organismos individuais. As anêmonas eram as mais abundantes com 15.531 identificações, mas corais de couves-flores não estavam muito atrás, com 11.633 identificações.

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